Processo

Mesa de processo na plataforma hotglue

O que significa fazer uma “residência artística” na pandemia? Quais abordagens e modos podem nos amparar num fazer artístico em pleno momento de desamparo?

Com estas perguntas, iniciamos a residência virtual e procuramos instaurar um lugar para observar nossos gestos e colocá-los em um estado de criação. Criamos um movimento que se abre às percepções, os acasos, as memórias, os medos, os pensamentos, aos erros, falhas, desvios, acidentes e experimentos. Um espaço do encontro, dos diálogos e das interlocuções. Traçamos linhas pontilhadas pelas mãos e corpos, cartografias e reflexões sobre edição e montagem ligadas às infinitas possibilidades dos livros de artistas.

A crise, o medo, a dor e as incertezas nos apontam ideias e opções ainda não encontradas, caminhos não descobertos e experiências que ainda não conhecemos. Surge algo fluido, nômade, emergente, convocando “o desejo de um outro mundo que seja mais nosso” (1). Menos substantivos, mais verbos; menos palavra, mais imagens; menos solidão, mais colaboração; menos produto, mais processo; imagens capazes de significar, revelar, transformar. Neste processo, tempos se conectam, fronteiras se tornam porosas, geografias se tornam mais gentis e ficções mais reais.

Artistas selecionados
Edson Macallini (SC), Henrique Reis (BA), Julia Milward (DF), Lanussi Pasquali (BA), Lara Perl (BA), Laryssa Machada (BA), Morani Ààrô (RJ), Rafael Ramos (BA), Sarah Hallelujah (BA), Victor Mota (BA)

Interlocutores convidados
Alan Adi, Cynthia Cy Barra, Gil Maciel, Iris Helena, Juliana dos Santos, Marcelo Campos, Paz Ponce, Uriel Bezerra

Organização e curadoria
Ines Linke e Lia Krucken

Assistência de organização e curadoria
Laura Benevides