Interlocutores

Cynthia Cy Barra

É yawô de Naná, no Ilé Obìnrín Omi Àṣẹ Ayra (Terreiro Vintém de Prata). Como pesquisadora de autorias afro-diaspóricas e afro-indígenas, lê-escreve-editora-imagina expressões do feminismo negro articuladas a poéticas ancestrais que emergem no campo das artes verbo-visuais contemporâneas. Integra o coletivo de escritoras e fotografes do Projeto Profundanças e o projeto colaborativo de escrita 50 Lésbicas para Lembrar. É da equipe de curadoria da Revista Miolo3, Tiragem – Laboratório de Livros /UFBA. Faz parte da equipe de coordenação editorial da série de livros Transfluência: Ensino, Gênero, Relações Étnico-Raciais (PPGER/UFSB/Editus/UESC). Coordena o Grupo de Pesquisa Lêtera Negra (UFSB/CNPq). Escreve-desdobra o projeto de pesquisa-criação ìlẹ̀kùn: performances da oralitura, livros-folha nagô-vodum (PPGCEN/UnB/2020-2023).

Alan Adi

É artista visual e seu trabalho passa por pesquisar comumente temas relacionados ao Nordeste, evidenciando a produção artística vinda da região ao mesmo tempo em que esta dá suporte para a construção de trabalhos que discutem questões relacionadas à formação da sociedade brasileira, a exemplo da migração, da economia, da história e da educação. Interações entre a herança social das imagens associadas ao Nordeste e o atual contexto de nação povoam boa parte de sua pesquisa recente que se atrela aos formatos usuais da poética visual nordestina brasileira. Entre participações em seleções, foi um dos finalistas do 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2016) e III Prêmio EDP nas Artes/ instituto Tomie Ohtake (2012).

Paz Ponce

Curadora independente, baseada em Berlim. Tem formação em história da arte e pesquisa o contexto coletivo no qual a arte é produzida e mediada, com foco especial na auto-organização e na cultura cooperativa, partindo da noção Arendtiana de “interesse comum” (Welt-Bezug). A sua prática desenvolve formatos de co-criação em ambientes de redes e colaborações em Berlim e no exterior, propondo projetos de pesquisa em arquivos, programas de residência e plataformas abertas de aprendizado para a participação de artistas e comunidades.

Juliana dos Santos

Artista visual, mestre em arte/educação e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista UNESP onde faz parte da coordenação da Comissão de Direitos Humanos e do Núcleo de Pesquisadores Negros da Unesp, Nupe-IA. Com pesquisa em arte/educação e rupturas dos paradigmas hegemônicos como foco na descolonização das práticas educativas. Nos últimos anos vem realizando exposições, cursos, oficinas, palestras, atividades de formação docente e consultorias em diversas instituições nacionais e internacionais entre elas Núcleo de Educação Étnico-racial da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, Sesc, Instituto Vera Cruz, Universidade Federal do Ceará,Museu Afro Brasil, MAM-SP, Masp, CCSP, Google Brasil e Academia de Belas Artes de Viena na Áustria e Bouge B festival Antuérpia Bélgica. Atua como professora substituta no Instituto de artes da Unesp. Sua pesquisa se dá na intersecção entre arte, história e educação, com interesse pela maneira como artistas negrxs se engajaram em práticas para lidar com os limites da representação. Realizou a primeira individual em 2018 na Academia de Belas Artes de Viena. Sua primeira solo nacional foi pela Temporada de Projetos do Paço das Artes em 2019. Dentre outras participações, destacam-se a 12 edição da Bienal do Mercosul e a Trienal de Artes do Sesc Sorocaba (2020/2021).

Marcelo Campos

Nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Professor Associado do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ, nos Programas de Pós-Graduação em Artes e História da Arte no mesmo Instituto. Curador Chefe do Museu de Arte do Rio, desde 2019. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV da Escola de Belas Artes/ UFRJ. Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de brasilidade na arte contemporânea. Possui textos publicados sobre arte brasileira em periódicos, livros e catálogos nacionais e internacionais. Curador das exposições: Casa Carioca, junto com Joice Berth, Museu de Arte do Rio, 2020; À Nordeste, SESC 24 de maio, 2019, junto com Clarissa Diniz e Bitu Cassundé; O Rio dos navegantes, Museu de Arte do Rio, 2019, junto com Evandro Salles, Pollyana Quintella, Fernanda Terra; O Rio do Samba: resistência e reinvenção, Museu de Arte do Rio (MAR), 2018, junto com Evandro Salles, Nei Lopes e Clarissa Diniz; Orixás, Casa França Brasil, 2016, dentre outras.

Gil Maciel Rocha de Abreu

Artista visual, designer editorial e jornalista. É doutorando na linha de pesquisa de Processos de Criação Artística pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia (PPGAV-UFBA) e Mestre em Artes Visuais pelo mesmo programa, na linha de pesquisa Arte e Design: processos, teoria e história. É também especialista em Design Editorial pelo Centro Universitário do Senac-SP e graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal de Alagoas. Como artista visual trabalha com a construção de imagens pós-fotográficas a partir de captura, tratamento, construção de camadas de sentido e a posterior publicação dessas imagens em redes sociais, com ênfase na produção de sentido e consumo de imagens na contemporaneidade a partir dos pontos de intersecção entre arte e design.

Juliana Gontijo

Pequisadora, curadora e professora adjunta na Universidade Federal do Sul da Bahia. É doutora em História e Teoria das Artes pela Universidade de Buenos Aires e graduada em Estudos Cinematográficos pela Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris). Em 2014, publicou o livro Distopias tecnológicas (Ed. Circuito / Prêmio Funarte Bolsa de Estímulo à Produção Crítica). Foi editora de Ediciones Portunhol, projeto de publicações independentes com artistas e autores latino-americanos lançado em 2017 pela Casa Tomada-SP. Em 2018-2019, fez parte da equipe de seleção da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil. Entre as curadorias realizadas, destacam-se: Cildo Meireles: Cerca de Lejos, exposição que integrou a BienalSur (Centro Nacional de Arte Contemporáneo Cerrillos, Santiago, Chile, 2019); Conversas em Gondwana (prêmio PROAC-SP, Centro Cultural São Paulo, 2019 / co-curadoria: Juliana Caffé); Dura lex sed lex, selecionada para integrar a BienalSur (Centro Cultural Parque de España, Rosario, Argentina, 2017 / co-curadoria Raphael Fonseca), Território, Povoação (Premio C.LAB, Blau Projects, São Paulo, 2016 / co-curadoria Gabriel Bogossian) e Instabilidade estável (Prêmio Temporada de Projetos, Paço das Artes, São Paulo, 2014).

Iris Helena

Artista multidisciplinar licenciada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, mestre em Poéticas Contemporâneas e doutoranda em Deslocamentos e Espacialidades em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília. Nascida em João Pessoa (PB), em 1987, vive e trabalha em Brasília (DF). Sua pesquisa se caracteriza pela investigação crítica, filosófica, estética e poética da paisagem urbana a partir de uma abordagem dialógica entre a imagem da cidade e as superfícies/suportes escolhidos para materializá-la. Os suportes precários e ordinários são muitas vezes retirados de seu consumo cotidiano e possibilitam a (re)construção da memória atrelada ao risco, à instabilidade e, sobretudo, ao desejo do apagamento. Iris também é integrante do grupo de artistas pesquisadores VAGA-MUNDO: poéticas nômades, vinculados à Universidade de Brasília (CNPq). O grupo realiza residências e expedições pensando geopoética e poéticas da paisagem.